Em agosto de 2026, entra em vigor a Resolução CFM 2.454/2026 — a mais abrangente regulamentação de prontuário eletrônico e dados de pacientes que o Conselho Federal de Medicina já publicou. E ela afeta diretamente todo médico de estética que usa sistema digital no consultório.
Se você usa prontuário em papel, está fora do escopo imediato. Mas se registra qualquer dado de paciente em computador, tablet, celular ou sistema online — inclusive fotos de antes e depois — você precisa se adequar.
O que a resolução exige na prática
Trilha de auditoria imutável
Todo acesso ao prontuário digital precisa ser registrado: quem acessou, quando, o que visualizou, o que alterou. Esse registro não pode ser editado ou deletado. É uma trilha de auditoria imutável.
Na prática, isso significa que seu sistema de gestão precisa ter um log de auditoria que registra automaticamente cada ação. Se você usa uma planilha Excel ou Google Docs pra guardar dados de pacientes, não atende a esse requisito.
Consentimento do paciente pra dados digitais
O paciente precisa consentir explicitamente com o armazenamento digital dos seus dados, incluindo fotos. Esse consentimento precisa ser documentado e armazenado de forma verificável — de preferência com assinatura digital ou registro em sistema.
Conformidade com LGPD
A resolução reforça que dados de pacientes são dados sensíveis nos termos da LGPD. Isso exige criptografia em trânsito e em repouso, controle de acesso baseado em papéis (o recepcionista não precisa ver o prontuário clínico completo), e política de retenção e exclusão de dados.
Backup e recuperação
Sistemas de prontuário digital precisam ter política de backup documentada e testada. Se o sistema cair, os dados do paciente precisam ser recuperáveis.
O que acontece se não se adequar
A resolução prevê sanções do CRM estadual, que podem ir desde advertência até suspensão do exercício profissional em casos graves. Além disso, a não conformidade com a LGPD expõe o médico a multas da ANPD que podem chegar a 2% do faturamento anual.

Como se adequar sem complicação
A forma mais simples é usar um sistema de gestão que já incorpora essas exigências nativamente: trilha de auditoria automática, consentimento digital integrado ao fluxo de atendimento, criptografia de dados e backups automáticos.
Sistemas modernos baseados em nuvem já oferecem tudo isso sem que o médico precise configurar nada. A adequação vira um subproduto do uso normal do sistema, não um projeto extra.
Agosto de 2026 está chegando. A hora de se adequar é agora — não quando o CRM bater na porta.
Foto por NSYS Group no Unsplash
